Aula M1 e M2
Ontem fui conversar com o professor Antônio Ferreira sobre a pesquisa narrativa. Lembro-me bem do texto do Aldo a respeito das seduções dos caminhos teórico-metodológico. De fato, eles muito nos atraem....
Em relação à análise de dados com a PN, Antônio ofereceu-me três percursos: a Análise de Conteúdo, metáforas e crenças. Confesso ouvir bem alto o canto da sereia para as metáforas de Lakoff e Johnson. Porém, a aula de ontem com M1 e M2 falou-me muito das crenças.
Ao perguntar a M1 se ele lembrava de algo equivocado do que havia dito, em um esforço pela autocorreção, este relata : no sé, porque no sé si lo que hablo está en portugués o en español. e eu lhe disse: Ah, bueno, entonces no has puesto atención a lo que nos has dicho? E ele me relatou :No.
Interessante que, ao longo da fala de M1, M2 parecia escrever no chat da aula. E eu, registrei este momento, por acreditar que provavelmente M2 poderia redigir alguma dúvida. No entanto, para minha surpresa, M2 esquematizava os conectivos de M1 e disse realizar tal operação para não se esquecer dos "bizus", termo difundido no Exército Brasileiro.
Na próxima atividade, solicitei a M1 que começasse a descrevê-la segundo as pautas propostas. M2 parecia escrever também, mas já não mais ao chat. Novamente observei.Ao perguntar a M1 se ele gostaria de colocar algo equivocado , ele me disse: ahora he percibido más las palabras y la entonación. Creo que dije estabelecer o cosa así. Após, M2 começa a sua fala. Noto que, curiosamente, os dois erram menos na fotografia do que no monólogo. Lano-lhes o questionamento. M2 relata que, no momento da fala de M1, estava preparando seu esquema, a fim de sentir-se mais seguro ao falar. Pergunto a M1 se ele já fez isso quando da dupla com outro companheiro. E ele me relata: hoy no, profe, pero ya sí.
Percepções como esta justificam o uso das narrativas ao ensejo da mudança de prática: como propiciar a compreensão auditiva? Ensina-se o outro a ouvir?
Relatos de diário.
Em relação à análise de dados com a PN, Antônio ofereceu-me três percursos: a Análise de Conteúdo, metáforas e crenças. Confesso ouvir bem alto o canto da sereia para as metáforas de Lakoff e Johnson. Porém, a aula de ontem com M1 e M2 falou-me muito das crenças.
Ao perguntar a M1 se ele lembrava de algo equivocado do que havia dito, em um esforço pela autocorreção, este relata : no sé, porque no sé si lo que hablo está en portugués o en español. e eu lhe disse: Ah, bueno, entonces no has puesto atención a lo que nos has dicho? E ele me relatou :No.
Interessante que, ao longo da fala de M1, M2 parecia escrever no chat da aula. E eu, registrei este momento, por acreditar que provavelmente M2 poderia redigir alguma dúvida. No entanto, para minha surpresa, M2 esquematizava os conectivos de M1 e disse realizar tal operação para não se esquecer dos "bizus", termo difundido no Exército Brasileiro.
Na próxima atividade, solicitei a M1 que começasse a descrevê-la segundo as pautas propostas. M2 parecia escrever também, mas já não mais ao chat. Novamente observei.Ao perguntar a M1 se ele gostaria de colocar algo equivocado , ele me disse: ahora he percibido más las palabras y la entonación. Creo que dije estabelecer o cosa así. Após, M2 começa a sua fala. Noto que, curiosamente, os dois erram menos na fotografia do que no monólogo. Lano-lhes o questionamento. M2 relata que, no momento da fala de M1, estava preparando seu esquema, a fim de sentir-se mais seguro ao falar. Pergunto a M1 se ele já fez isso quando da dupla com outro companheiro. E ele me relata: hoy no, profe, pero ya sí.
Percepções como esta justificam o uso das narrativas ao ensejo da mudança de prática: como propiciar a compreensão auditiva? Ensina-se o outro a ouvir?
Relatos de diário.
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